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Postagens

A estréia

Depois de alguns meses acompanhando o Blog dos ‘França’, eu finalmente anuncio a minha chegada. Sei que ainda não tenho a magia com as palavras, como vocês têm, porém a vontade de aprender é grande. Muito me agrada os textos do meu querido primo distante, e também, do meu surpreendente irmão, que finalmente descobriu o seu talento. Bom, eu já tenho alguma experiência com a escrita, mesmo que em mensagens de amor, mas tenho. Tentarei aqui colaborar com vocês com textos que instiguem a vossa capacidade crítica acerca do que nos envolve nesse mundo complexo. Nem só de diversão vive um jovem, por isso, a partir deste instante, me torno um pouco mais responsável e preocupado com os assuntos importantes do nosso país e do mundo. Assumo compromisso, com meu primo e irmão, de comparecer aqui sempre que puder, com comentários pertinentes, e talvez, com algumas boas postagens. Um grande abraço! GF

A mídia brasileira: seus vícios e suas perversidades

Ontem pela manhã, como de costume, acordei às oito horas e fui direto para a sala deitar-me no sofá para ter o meu segundo sono. Depois liguei a tevê para lograr da mistura do seu áudio com o formidável barulho do ventilador - esta junção me permite, quando ainda estou semi-adormecido, definir o roteiro que terão os meus sonhos que, guiados pelas palavras "proferidas" pela tevê, assumem sempre uma conotação fictícia e mirabolante. Mas desta vez, uma notícia - repetida infinitas vezes - tirara o meu prazer do cochilo. Então despertei de vez. Quis me livrar logo daquele noticiário infeliz. A minha briga com o controle remoto durara quase dois minutos. Quase todos os canais mostravam - invariavelmente - o que eu já não tinha mais o menor saco para ver: o desfecho do fatídico seqüestro de Santo André. Como uma exceção à regra, eu não tenho a menor vontade de atirar pedras no mais novo carrasco do povo brasileiro. Culpá-lo por quê? Culpo, sim, à mídia com a sua mania insaciável de...

Nós e o Orkut

- Rafael, quanto tempo! Encontrei-te no Orkut, adicionei-lhe e deixei-lhe um “scrap” ontem; você viu? – desta forma fui interpelado por uma inesquecível amiga de infância que não via há quase sete anos. Respondi-lhe rapidamente que não e, ao mesmo tempo, tocando-lhe aos cabelos e abraçando-a, perguntei-lhe como havia passado todo esse tempo e como estava a sua família. A resposta que recebi foi uma onomatopéia que, proferida instintivamente, quase parecia ter algum sentido e o que tinha era, na verdade, a função de abrir espaço para a sua próxima pergunta: “você é foda, velho; não olha o seu Orkut, não”? Ligeiramente contente pela surpresa e meio sem graça, agradeci-lhe pelo gesto. Ela acrescentou ainda que descobrira no meu perfil o endereço do meu trabalho e que – por morar próximo ao local – ali estava propositalmente para me encontrar. Bittencourt, como era chamada no colégio pelo nome de guerra – artifício utilizado nas instituições militares para a criação de uma identidade indiv...

SILÊNCIO

É quase sempre a mesma coisa. Mas naquele dia acho que ela exagerou. Por um longo tempo me perguntei por quê? O ciúme é geralmente a causa principal, mas conosco acho que nunca foi. E nesta vez com certeza também não foi. Não vou ficar divagando. Vamos aos fatos em sua ordem corrente. Sexta-feira. Um dia propício a desentendimentos. As razões são meio loucas. Final de semana. Estresse. Misto de alegria e angústia. Há a saudade. Mas existem outros fatores intrínsecos a situação. Como em quase toda sexta, a comunicação foi fonada. Acho que esse é outro fator. Uma mudança que me contrariava, realmente me contrariou. Reagi como sempre. Silêncio. Ela também age assim na maioria das vezes. Ela não gostou. Fim da ligação. Estava cansado. Deitado. Suado. Eu havia me chatiado. Ela mudou o horário do trabalho e eu não gostei. Ia atrapalhar eu assistir o jogo do Vitória. Mas não era só isso, não sou apenas egoísmo. Eu pensava nela. Pegaria 11 da manhã. Não almoçaria. Eu me preocupo com ela. Algun...

O baile

Estavam todos de olhos vendados. Iam ao baile à fantasia as pessoas que procuravam amizades, amores e entretenimento. Naquele dia sem data não foi diferente. A cada nova figura, uma nova surpresa. Dançavam todos ao seu ritmo peculiar. Havia danças para todos os gostos, desde a mais lenta à mais frenética; o resultado foi um misto de performances que preparava a noite para um grande encontro. Contrariando à regra, tirei as vendas dos olhos e passei a observar, comedidamente, a tudo o que ali acontecia. Sou, portanto – além de infrator -, a única testemunha ocular do acontecimento mais significante de todo o baile. Antes de ir direto ao choque, devo dizer, primeiramente, que entrava ali quem bem quisesse; bastava caracterizar-se que o acesso estava garantido. A festa não tinha limites e sequer teve um começo; as pessoas entravam e saíam quando preferissem. Não era permitido trocar afagos e carícias e o máximo que se conseguiam eram cochichos e confidências. Naquele refúgio coletivo vi, d...

O derretimento global

Preocupação maior dos ambientalistas de vários países e notícia freqüente nos principais jornais do mundo, o alerta para o aquecimento global mobiliza a humanidade contra supostas ameaças que o fenômeno poderá desencadear. Apesar da necessidade urgente de conter os avanços do efeito estufa – que agravado, tornou-se o principal causador do fenômeno -, o cenário político-econômico mundial está dividido; enquanto alguns países defendem medidas capazes de amenizar a catástrofe, outros, alimentados pelo capitalismo, negligenciam o fato e visam apenas o seu crescimento. As últimas catástrofes relacionadas a fenômenos climáticos remetem aos olhos dos bilhões de habitantes da terra, imediatamente, a idéia de reação deste planeta às atrocidades cometidas pelos homens. Dentre os principais fatores que colaboram com o efeito estufa, está a expansiva emissão de CO2 (gás carbônico), presente em grandes proporções nas principais metrópoles e oriunda da lucrativa atividade de queimar combustíveis fós...

Estresse, tristeza e solidão

Escrever é a minha melhor maneira de extravazar! De colocar para fora meus humores e maus humores. Estou sufocado. Quero gritar. um dia muito cansativo e estressante se encerra. Mais um! Vale a pena tudo isso? Amanhã é meu aniversário, mas não consigo me alegrar. Estou cansado. Os sonhos são um martírio enquanto não se concretizam. Falta paciÊncia, falta persistÊncia, falta esperança. Tem faltado a mim! O cansaso é total: físico, mental, emocional e espiritual. Só eu sei o que sinto. A angústia da espera, o desgosto do desencontro, a tristeza por não estar bem próximo do meu amor. Me sinto só. É um emaranhado de carros na pista, todos correndo por si. Ninguém se interessa por ninguém. Mais estresse. Mais cansaço. Quando minha faculdade vai terminar? Quando vou passar num concurso público e ganhar dignamente? Quando vou poder desfrutar da presença maravilhosa de minha namorada sem impedimentos algum? Sinto estar divagando tão melancolicamente em plena véspera de um dia que precisa ser d...